De vendas intuitivas a +61% de crescimento: o impacto da inteligência comercial

O cenário deste projeto foi diferente, a empresa já era uma operação robusta, com atuação em diferentes regiões e múltiplas unidades. O desafio não era falta de mercado, mas a falta de padronização comercial. Cada unidade e cada vendedor operava de uma forma. O diagnóstico: crescimento sem padrão Logo no início do projeto, ficou claro que a empresa não tinha um problema de mercado, tinha um problema de estrutura e organização comercial. Mesmo com uma operação robusta e presença em diferentes unidades, o crescimento acontecia de forma desigual. Algumas unidades performavam bem, enquanto outras apresentavam dificuldades, sem um padrão claro que explicasse essa variação. O comercial funcionava mais como um conjunto de iniciativas isoladas do que como um sistema estruturado. Não havia clareza sobre quem era o cliente ideal, os processos de venda não seguiam uma lógica única e a atuação das equipes variava de acordo com cada unidade ou vendedor. O marketing não funcionava integrado ao comercial como gerador de demanda, não existia uma estrutura de prospecção dedicada. Além disso, a empresa não tinha uma leitura consistente do funil de vendas (não possuíam uma ferramenta de CRM implementada), o que dificultava entender onde estavam os gargalos e como atuar de forma mais precisa. As decisões eram tomadas muito mais com base na percepção do que em dados estruturados. Na prática, isso gerava um cenário comum em empresas em expansão: esforço alto, mas baixa previsibilidade. A virada: estruturar o comercial como sistema O projeto foi construído com base em nossos três pilares da Gestão: Diretrizes, Pessoas e Rotinas E teve como foco principal transformar o comercial em uma máquina previsível de geração de receita. Principais implementações Entre as principais mudanças estruturais: Definição do ICP (perfil de cliente ideal) por nicho Estruturação dos canais de vendas Implementação de CRM com funis e etapas definidas Criação de dashboards gerenciais e BI Padronização do processo de prospecção Desenvolvimento de playbook comercial Estruturação de treinamentos para a equipe Alinhamento entre marketing e vendas Implantação de rotinas de gestão e acompanhamento   Além disso: Reorganização da equipe comercial Definição clara de funções (incluindo inbound e outbound) Criação de metas mais factíveis e conectadas à operação Reestruturação do modelo de remuneração com estímulos adequados Resultados Com a implementação da Inteligência Comercial, os resultados começaram a aparecer de forma consistente entre as unidades. Entre os principais destaques: Unidades com crescimento de até +61,3% no período analisado Crescimento do faturamento Outras operações com evoluções de +32,9%, +11,3% e +10,1% Crescimento mais estável em unidades maduras Mais importante que os números isolados foi o padrão: O crescimento passou a ser replicável entre unidades. Antes do projeto, o crescimento dependia de esforço individual e contexto de mercado. Depois da estruturação: O comercial passou a operar com método A liderança ganhou visibilidade dos resultados As decisões passaram a ser orientadas por dados Comercial e Marketing se alinharam, com crescimento da busca orgânica pelos serviços da empresa O crescimento deixou de ser pontual e passou a ser contínuo Empresas com múltiplas unidades não precisam apenas vender mais. Precisam vender do mesmo jeito, com o mesmo método e com previsibilidade.

Organizar antes de crescer: o que aprendemos ao estruturar novas frentes de receita em uma escola

Em muitos projetos de gestão, o desafio não está necessariamente na falta de oportunidades de crescimento. O que costuma faltar é estrutura para transformar atividades já existentes em operações organizadas e sustentáveis. Em um projeto recente conduzido pela EMEG, o objetivo era exatamente esse: identificar e estruturar novas linhas de receita dentro da própria operação da escola, para garantir sustentabilidade financeira sem depender exclusivamente da mensalidade dos alunos. A boa notícia é que muitas instituições já possuem esses ativos. A dificuldade normalmente está em transformá-los em unidades de negócio organizadas. Quando atividades existem, mas não funcionam como operação Ao analisar o funcionamento da escola, ficou evidente que algumas iniciativas já faziam parte do dia a dia da instituição. O ensino integral atendia alunos regularmente, a cantina funcionava dentro da escola, atividades esportivas eram oferecidas e eventos tradicionais faziam parte do calendário. Apesar disso, essas frentes operavam de forma relativamente isolada. Faltava organização na estrutura e maior clareza sobre o potencial de cada atividade dentro da operação da escola. Esse tipo de situação é comum em organizações educacionais. Muitas atividades surgem ao longo do tempo para atender necessidades específicas, mas acabam funcionando sem um modelo claro de gestão. O resultado é que parte do potencial dessas iniciativas permanece subaproveitado. O ponto de partida: novas oportunidades Durante o diagnóstico inicial, identificamos quatro frentes com potencial de geração de receita, mas que ainda operavam sem estrutura estratégica clara: Período Integral Cantina escolar Atividades esportivas e competições Eventos tradicionais da escola   Todos já existiam. Mas nenhum deles era tratado como uma linha estruturada de receita. O projeto então foi desenhado para organizar essas frentes, melhorar a experiência das famílias e estruturar a gestão financeira dessas atividades. 1. Estruturação do Período Integral O primeiro movimento foi reorganizar completamente a proposta do período integral. Entre as mudanças implementadas: Estruturação da grade de atividades Integração entre reforço escolar, atividades físicas e rotina de estudos Organização da alimentação com apoio de nutricionista Seleção de fornecedores e estruturação da cozinha Treinamento e formação da equipe responsável O resultado foi imediato. O período integral fechou o ciclo com crescimento de aproximadamente 49% em relação à projeção inicial, impulsionado pelo aumento da adesão das famílias.   2. Profissionalização da Cantina A cantina também passou por um processo de reposicionamento. O foco foi transformar um ponto de venda informal em uma operação mais estruturada, com: Curadoria nutricional de produtos Melhor organização do espaço Diversificação de itens vendidos Maior controle de operação e fornecedores   Essa reorganização gerou impactos relevantes: Uma das frentes da cantina apresentou crescimento de 34% sobre o previsto Outra linha teve aumento de 24% em relação à projeção inicial Em um dos produtos estruturados, o resultado chegou a 51% acima da expectativa Mais do que vendas, o projeto buscou equilibrar alimentação saudável e experiência dos alunos. 3. Valorização das atividades esportivas As atividades esportivas também foram reorganizadas. O objetivo foi ampliar o acesso dos alunos às modalidades e, ao mesmo tempo, estruturar melhor o modelo de gestão dessas atividades. As mudanças incluíram: Parcerias estruturadas com instrutores Organização das modalidades oferecidas Melhor divulgação para a comunidade escolar Padronização da operação O esporte deixou de ser apenas atividade extracurricular e passou a integrar o ecossistema de valor da escola.   4. Eventos escolares com gestão estratégica Eventos tradicionais, como festas e celebrações da escola, também foram analisados sob a ótica de gestão. Sem perder o caráter cultural e comunitário, algumas mudanças foram implementadas: Melhor estrutura de fornecedores Organização da operação financeira Ampliação das experiências oferecidas durante os eventos O objetivo foi preservar a tradição e ao mesmo tempo melhorar a eficiência da operação. Resultados do processo de organização Com as frentes organizadas e operando de forma mais estruturada, os resultados começaram a aparecer ao longo do período seguinte. O faturamento total da escola ficou 36% acima da projeção inicial, resultado associado principalmente à reorganização das atividades que já existiam dentro da operação. Além do resultado financeiro, outros ganhos apareceram: Maior adesão das famílias ao período integral Mais participação dos alunos em atividades extracurriculares Fortalecimento da relação da escola com a comunidade Diversificação das fontes de receita da instituição Mais do que o crescimento em si, o processo trouxe maior clareza sobre como cada frente contribui para o desempenho da instituição. Um aprendizado recorrente em gestão Esse projeto reforça um padrão que aparece com frequência em organizações de diferentes setores. Nem sempre o crescimento depende da criação de novas iniciativas. Em muitos casos, ele acontece quando a gestão passa a organizar melhor aquilo que já existe. Quando atividades isoladas passam a funcionar como operações estruturadas, a organização ganha clareza, previsibilidade e capacidade de desenvolvimento. Antes de acelerar, muitas vezes é preciso organizar.

Impulsionamos a margem líquida em mais de 4 pontos percentuais e fortalecemos de forma consistente a geração de caixa da empresa.

Nem sempre a perda de performance começa com queda brusca de mercado. Às vezes, ela se manifesta na compressão gradual da margem e na fragilidade do caixa. Foi exatamente esse o contexto encontrado. Já no primeiro semestre, o faturamento apresentava retração. A margem líquida estava pressionada, o resultado se aproximava do negativo e o caixa começava a dar sinais claros de desgaste. Não era um problema de demanda.Era um problema de gestão. O cenário inicial: números que não explicavam a operação Ao aprofundar a análise, ficou evidente que a empresa não possuía uma leitura clara da DRE. O fluxo de caixa não traduzia a realidade operacional e os indicadores não permitiam entender onde o valor estava sendo gerado ou destruído. Havia também disfunções no organograma e nos processos. A estrutura havia se tornado complexa, mas sem coordenação estratégica. A empresa operava intensamente, porém sem direção técnica clara. Antes de qualquer movimento tático, foi necessário reorganizar a base. Diagnóstico técnico e direcionamento estratégico Reestruturamos os indicadores financeiros e operacionais, organizamos as margens por linha e por produto e comparamos o desempenho com pares do setor. A partir dessa leitura, identificamos alavancas críticas de eficiência que estavam ocultas na operação. A análise revelou um ponto decisivo: determinadas linhas apresentavam margens significativamente superiores, mas não eram priorizadas. O direcionamento estratégico foi claro. Ao reposicionar o foco comercial e produtivo nessas linhas, a empresa registrou melhoria superior a cinco pontos percentuais na margem em alguns meses mesmo sem aumento relevante de escala. O primeiro movimento foi aumentar margem. Crescimento viria depois, mas com qualidade. Reestruturação comercial: crescimento com rentabilidade Com a rentabilidade reorganizada e as prioridades mais claras, avançamos para o Comercial não para vender mais a qualquer custo, mas para vender com direção. A mudança começou pela liderança e pela redefinição de metas individuais, agora conectadas ao mix estratégico e à margem esperada. Revisamos a política de preços, reorganizamos carteiras para melhor alocação de potencial e implantamos um acompanhamento consistente de desempenho, trazendo ritmo e previsibilidade à operação. O impacto foi direto. O volume de vendas cresceu, acompanhado por uma melhora relevante no mix. O Comercial passou a puxar a operação, impulsionando a Receita Operacional em 16,4%. Desta vez, porém, o crescimento estava ancorado em margem e não apenas em faturamento. Eficiência operacional e impacto no custo Enquanto o Comercial ganhava tração, a Produção passou por ajustes estruturais focados em eficiência. Houve redução de ociosidade, aumento da cadência de abate, melhor aproveitamento na desossa e ações específicas para redução de turnover. Paralelamente, foram implementadas rotinas formais de gestão para consolidar disciplina operacional. O efeito foi mensurável. O CPV caiu 1,5 ponto percentual sobre a receita líquida e a produção cresceu 7%. O resultado bruto avançou de forma consistente. A operação passou a gerar mais resultado com melhor utilização de recursos. Resultado: a maior virada operacional da empresa O que começou como um cenário de retração terminou como a maior virada operacional dos últimos anos da empresa. A margem líquida avançou mais de quatro pontos percentuais, fortalecendo de forma consistente a geração de caixa. O faturamento que vinha em queda não apenas se recuperou tornou-se recorde no ano seguinte, com crescimento de 42,8%. Não foi um movimento pontual. Foi resultado de uma mudança estrutural na forma de gerir, priorizar e executar. O principal aprendizado Quando o resultado começa a pressionar, a reação comum é buscar mais volume. Mas, na maioria das vezes, o problema não está no mercado. Está na leitura dos números e na ausência de método. Organizar indicadores, priorizar margem, alinhar Comercial e Produção e implementar disciplina de gestão transforma esforço em performance. Margem não é acidente.É consequência de direção estratégica.

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